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HTML5 não é Flash
14/09/10
Estou muito feliz com o espaço que o HTML5 vem ganhando ultimamente. Através dele as pessoas estão COMEÇANDO dar o devido valor ao client-side. Vejo muitos tweets com artigos e novidades do HTML5, mas ainda vejo muitas pessoas confusas sobre o que realmente é o HTML5. A maioria desses tweets são comparações como se o HTML5 fosse o novo Flash, o que não é verdade.
O HTML5 pode sim fazer muita coisa que hoje é feito erroneamente com o Flash, mas tem muitas outras funcionalidades interessantes e as pessoas devem ver isso. Antes de seguir o post, gostaria de desabafar um pouco explicando o porque mencionei a palavra “erroneamente”:
Na minha visão o Flash foi feito para rodar aplicações isoladas e independentes, como por exemplo uma calculadora ou banners – para isto ele é muito bom, mas para sites inteiros como é usado em alguns casos hoje em dia não faz sentido nenhum. Ele é muito limitado em diversas questões como acessibilidade, SEO, usabilidade – O Flash não foi preparado para a evolução e para provar isso veja palavras do visionário Jobs falando sobre aparelhos touch:
O Flash foi desenvolvido para computadores que usam mouse, não para telas sensíveis que usam dedos. Por exemplo, muitos sites em Flash dependem do “rollover”, que abrem menus ou outros elementos quando a seta do mouse passa sobre um local específico. A interface revolucionária multitoque da Apple não utiliza um mouse, e não há conceito de rollover (rolamento). A maioria dos sites Flash precisará ser reescrita para suportar aparelhos baseados em tecnologia touch. Se os desenvolvedores precisam reescrever seus sites Flash, por que não usar tecnologias modernas como HTML5, CSS e JavaScript?
(Jobs, se você ler este artigo gostaria de dizer que concordo contigo, mas o iPhone rodar Flash cairia bem nesse momento)
Bom, mas voltando ao HTML5… Há muitas features maravilhosas além de canvas e animações. Vou citar algumas:
- Código mais semântico e organizado (muito mais tags com significado);
- Diversos tipos de campo em formulário (data, e-mail, numérico…)
- Autofocus (foco automático nos campos)
- Placeholder (descrição do campo no próprio valor)
- Vídeo
- Áudio
Infelizmente não existe um momento “o HTML5 foi lançado e todos podem utilizá-lo à vontade”, mas algumas dessas features já podemos aplicar mesmo com os browsers mais antigos não dando suporte, pois não sofrerão impacto caso a funcionalidade não exista. Por exemplo: podemos definir um campo do tipo e-mail e quando ele não tiver suporte simplesmente assumirá o tipo texto.
Caso você seja desenvolvedor (ou não) e queira queira começar se aprofundar logo, segue a dica: http://diveintohtml5.org/
O HTML5 com suas diversas novas features, juntamente com o CSS3, obviamente vai dar uma alavancada no client-side dando espaço para novas profissões. Imaginando uns anos pra frente acredito que no client-side teremos programadores só de javascript (já existe hoje), programadores só de HTML (profissionais com foco em conteúdo e semântica), programadores CSS (quem sabe os próprios designers), animadores de CSS (Os animadores de flash de hoje); e também as muitas outras profissões especializadas que já surgiram como profissionais de SEO, acessibilidade, performance, entre outras.
Espero que tenham gostado do Post. Deixem suas opiniões nos comentários e vamos trocar experiências.
Por que a Grifo? E por que um desenvolvimento client-side com inteligência?
20/06/10
Estava pensando sobre qual assunto falaria no primeiro Post do blog, então resolvi começar falando um pouco da Grifo e a importância de um desenvolvimento client-side bem pensado e com qualidade.
Desenvolvimento client-side é uma área que considero relativamente nova. Há poucos anos não haviam profissionais que trabalhassem com este foco (nem se enxergava essa necessidade). Quem fazia HTML eram os próprios programadores server-side ou até mesmo os designers. Sites eram criados com os malditos editores WYSIWYG apenas arrastando tabelas para um lado e para o outro.
Em meados de 2005, com a evolução da web, as empresas, os desenvolvedores e os usuários começaram perceber a necessidade de ter um site mais acessível, com um código otimizado para os mecanismos de busca, que tivesse funcionamento cross-browser, entre outras grandes necessidades. A partir daí começaram surgir os profissionais especializados nessa área, mas ainda muito escassos.
Talvez você não se recorde, mas antigamente sistemas como, por exemplo, a busca do Google não chegavam perto do que é hoje. Isto se deve principalmente ao crescimento da área de client-side que proporciona ao Google nos levar mais facilmente ao conteúdo que procuramos, identificar a localização das empresas, nos apresentar as sessões principais de um site, criar dicionário de dados, entre outras funcionalidades incríveis.
A qualidade de código segue evoluindo tornando os sites cada vez mais semânticos. Infelizmente a quantidade de profissionais qualificados ainda é pouca, então com esta grande necessidade do mercado, surgiu a Grifo – Uma empresa que busca tornar-se uma referência na área.
Finalizando, gostaria de dizer que utilizaremos este blog tanto para contar novidades sobre a Grifo, quanto pra postar artigos técnicos que ajudarão a formar novos desenvolvedores e servirão como referência para melhorar o conteúdo servido na Internet.

